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segunda-feira, 8 de julho de 2013

Política Cultural e o Currículo do professor



 Para que um currículo de formação de professores seja uma forma de política cultural, é preciso que o social, o cultural, o político e o econômico sejam os norteadores de análise e avaliação da escolarização contemporânea.
A educação tem por prioridade criar condições para fortalecer o poder individual e a  autoformação dos alunos, para que esses se tornem sujeitos políticos, não apenas forjando uma linguagem da crítica, capaz de apontar e investigar os interesses e ideologias da sociedade dominante, mas também unir a linguagem da crítica a uma linguagem da possibilidade, que desenvolva práticas alternativas de ensino que acabem com a dominação das escolas, dentro e fora delas.
Nesse sentido, a formação do professor precisa considerar um projeto político, como uma forma de política cultural, onde os futuros docentes são intelectuais responsáveis pela criação de espaços públicos onde os alunos possam se preparar em conhecimento para lutar por um mundo mais justo e humano, um obstáculo político onde os educadores radicais precisam entender que a superação é o primeiro passo a ser tomado.
Torna-se necessário reconhecer que as escolas são instituições históricas e culturais que sempre incorporam os interesses ideológicos e políticos da classe dominante ao mesmo tempo em que não exercem formas de regulação política e moral diretamente relacionadas ao poder, onde a linguagem interage com o poder, funcionando como veículo, onde por meio do qual, professor e aluno definem, mediatizam e compreendem a relação que estabelecem uns com os outros e com a sociedade.
É preciso defender a construção de uma pedagogia de política cultural em torno de uma linguagem criticamente afirmativa onde os futuros docentes podem compreender a necessidade de perceberem o discurso como uma forma de produção cultural, que organiza e legítima modos específicos de nomear, organizar e experienciar a realidade social.


Referencias Bibliográfica


GIROUX, Henry A. e MCLAREN, Peter. Formação do Professor como uma Contra-esfera pública: A Pedagogia radical como uma forma de política cultural. In: MOREIRA, Antônio Flávio e SILVA, Tomaz Tadeu (orgs.). Currículo, Cultura e Sociedade. 11ª Ed. São Paulo: Cortez, 2009, 125-154 p.

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