Para que um currículo
de formação de professores seja uma forma de política cultural, é preciso que o
social, o cultural, o político e o econômico sejam os norteadores de análise e
avaliação da escolarização contemporânea.
A educação tem por prioridade criar condições para fortalecer
o poder individual e a autoformação dos
alunos, para que esses se tornem sujeitos políticos, não apenas forjando uma
linguagem da crítica, capaz de apontar e investigar os interesses e ideologias
da sociedade dominante, mas também unir a linguagem da crítica a uma linguagem
da possibilidade, que desenvolva práticas alternativas de ensino que acabem com
a dominação das escolas, dentro e fora delas.
Nesse sentido, a formação do professor precisa considerar um
projeto político, como uma forma de política cultural, onde os futuros docentes
são intelectuais responsáveis pela criação de espaços públicos onde os alunos
possam se preparar em conhecimento para lutar por um mundo mais justo e humano,
um obstáculo político onde os educadores radicais precisam entender que a
superação é o primeiro passo a ser tomado.
Torna-se necessário reconhecer que as escolas são
instituições históricas e culturais que sempre incorporam os interesses
ideológicos e políticos da classe dominante ao mesmo tempo em que não exercem
formas de regulação política e moral diretamente relacionadas ao poder, onde a
linguagem interage com o poder, funcionando como veículo, onde por meio do
qual, professor e aluno definem, mediatizam e compreendem a relação que
estabelecem uns com os outros e com a sociedade.
É preciso defender a construção de uma pedagogia de política
cultural em torno de uma linguagem criticamente afirmativa onde os futuros
docentes podem compreender a necessidade de perceberem o discurso como uma
forma de produção cultural, que organiza e legítima modos específicos de
nomear, organizar e experienciar a realidade social.
Referencias Bibliográfica
GIROUX, Henry A. e MCLAREN, Peter. Formação do Professor como uma Contra-esfera pública: A Pedagogia
radical como uma forma de política cultural. In: MOREIRA, Antônio Flávio e SILVA, Tomaz Tadeu (orgs.). Currículo,
Cultura e Sociedade. 11ª Ed. São Paulo: Cortez, 2009, 125-154 p.
Nenhum comentário:
Postar um comentário