Semana passada postei via facebook e twitter que as fotos do blog foram apagadas (não sei como) e que aos poucos iria repondo uma a uma. Por causa das festividades de fim de ano ainda não pude repor todas, mas as principais postagens já estão devidamente editadas. Espero que me desculpem pelo transtorno!
No mais quero desejar a todos os leitores um Feliz Natal! Muita paz para todos e muitos livros também!
Beijos e muito obrigada por me acompanharem nas minhas Alucinações! Vocês são ótimos!
No
que se refere às atividades de leitura em sala de aula, esta se dá de forma
escolar, convertida em treino e posteriormente de avaliação e quase sempre
culminando com a elaboração e preenchimento das tais fichas de leitura, levando
a criança a entender que a leitura é uma atividade que exige treino e sem
nenhum prazer.
Segundo Azzi a leitura literária é uma atividade de acesso ao conhecimento produzido, ao
prazer estético e, ainda, uma atividade de acesso às especificidades da
escrita. Sendo assim, à medida que a criança percebe a leitura como uma
forma de libertar sua imaginação das obrigações do cotidiano, espontaneamente
ela desenvolve o cognitivo além é claro, da leitura e escrita. Por isso que
momentos de aconchego para a leitura se tornam tão necessários no cotidiano da
sala de aula.
Segundo Cadermartori (2006) a
escola é lugar de consagração do status quo, sua vocação é acentuadamente
conservadora, pois incumbe-se de garantir a permanência do que está
estabelecido. A literatura proporciona
para a criança a reorganização das percepções do mundo e, desse modelo,
possibilita uma nova ordenação das experiências obtidas por ela. Conviver com
textos literários provoca a formação de novos padrões e o desenvolvimento do
senso crítico.
Não se deve apresentar a leitura
literária da ótica da obrigação e reprodução, pois é a partir dela que o
individuo se torna critico em sua análise geral, emancipando-se da manipulação
hegemônica. A criança deve ser apresentada a literatura de forma a contemplar a
arte em sua essência, pois esta por si mesma cria condições para a emancipação
e autonomia do sujeito.
A importância do livro literário
está no seu poder de questionar os convencionalismos de interpretação e
comportamento, apresentando assim, novas perspectivas. A principal função que a
literatura cumpre junto ao leitor é a apresentação de novas possibilidades
existenciais, sociais, políticas e educacionais. É neste sentido que ela se
constitui como um meio emancipatório, que a família e a escola, não podem
fornecer (Cadermartori, 2006).
Em síntese, o texto literário não
deve ser utilizado de forma escolarizada, mas seu uso (principalmente em sala
de aula) deve ser de proporcionar ao sujeito/leitor as condições necessárias
para se tornar autônomo diante de uma sociedade que deseja lhe impor o que
julga ser correto.
Referências
Bibliográficas
AZZI, Sandra. Trabalho docente: autonomia didática e
construção do saber pedagógico.
CADERMARTORI, Lígia. O
que é literatura infantil. São Paulo : Brasiliense, 2006.
O post de hoje vem com som,
poesia, profundidade e leveza. Já tem certo tempo que tenho a intenção de falar
sobre as músicas do Dani Black, mas nunca consigo. Finalmente hoje é o dia!
Então vamos lá!
Sobre Dani Black:
Dani
Black (24) é filho dos músicos Tetê Espíndola e Arnando Black. Cantor e
compositor, foi apresentado ao grande público por Maria Gadú, que gravou
algumas de suas músicas e ainda o convidou para participar do DVD Multishow.
Dani
Black é uma das vozes mais novas da MBP e é considerado como o integrante e
propagador da nova geração da música popular brasileira, com direito a
reportagem em revistas de grande circulação no Brasil e pose para fotos com o grande
Milton Nascimento.
Sobre as músicas:
Eu
sou muito exigente com música. Não sou eclética e não escuto qualquer coisa que
é denominado “música”. Não me sinto atraída por nome de ninguém, para mim o que
sempre vem primeiro é a qualidade musical e poética.
Conheci
Dani Black através de um amigo que postou em sua linha do tempo a música “Pega
de jeito” do cantor. Me apaixonei logo de cara. Mas fiquei algum tempo sem
ouvir essa música e acabei me esquecendo. Foi quando assisti pela milésima vez
o DVD da Gadú e percebi que era o mesmo rapaz daquele vídeo postado por meu
amigo.
Pronto!
Foi o suficiente para que eu procurasse todas as músicas que ele tinha circulando
na net. Músicas com letras profundas
e muito bem trabalhadas, verdadeiras poesias cantadas. Como ele mesmo diz “o importante para mim é a letra da música,
é ela que tem o poder de tocar o coração das pessoas. A música (melodia) é
apenas música e sozinha não pode fazer nada”
Recentemente Dani Black esteve em
Goiânia no Centro Cultural da UFG e é claro que fui. E tudo aquilo que eu
pensava sobre suas músicas foi confirmado pela linda apresentação do cantor.
Essa apresentação durou 1h 25min,
mas para mim foi tempo suficiente para viajar nos meus sonhos, chorar, sorrir e
alimentar minha alma com tanta grandeza e poesia. Foi único. O melhor que já
fui até hoje.
Tive a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente. Além de ter uma alma extremamente sensível (o
que me fascina) é uma pessoa muito acessível ao público.
Foto tirada após a apresentação de Dani Black no Centro Cultural da UFG
Escolhi uma das músicas dele que
mais me toca. Amo a letra desta música e a forma descontraída como ele a canta.
Essa música é uma das minhas preferidas! Espero
que gostem da indicação!
(***)
Deixar o barco ir
Coisas que eu nem
sei que são me dizem que é a hora
Coisas que eu nem sei se estão no vazio ou na memória
É, a vida anda a
mil, eu sei
Quanta escolha fica fora, sem vez
Não, não quero nem falar, não
Só de lua e solidão
Lanço na maré o coração
Que de amor e de dor nos ensina
Quero ter a certeza
Como todos querem ter de que o que está por trás
É bem mais que água e pão
Bem mais que o sim e que o não
Que vale a pena estar aqui agora, tudo tem a sua hora
De achar o que procura
Pra que se
desesperar? O coração verá...
Viver é navegar, é só deixar fluir
Pra que se desesperar? O coração será...
É só botar pra correr, deixar o barco ir
Pra que se desesperar? O coração verá...
Viver é navegar, é só deixar fluir
Pra que se desesperar? O coração será...
É só sorrir, cantar, olhar pra frente e agir
Deixar o barco ir