Edilton Reinaldo
Quantos dias,
noites
Quantos sóis,
Luas
Hei eu de ver
Antes que se concretize a fibra,
Que se enlace
em mim o teu ser?
Quantas
noites em claro
Oh, doce
donzela,
Hei eu de
espiar
Antes que
nossos corpos
Unos
Padeçam a se
entrelaçar?
Quão torpes
se mostram
Tais noites,
Ainda que o
encanto se faça presente.
Que por
ventura a tristeza
Me abandone
E que a
saudade se torne
Ausente.
Que finde
logo, portanto,
A amargura
Ante o mover
das estações.
Que tua
lembrança abrande
Angustia
minha
Que Deus
escute minhas orações.
E que por tais
dias,
Nulos,
O efêmero de
mim se
Afaste,
Não me tomes
a dor da
Ausência,
Que de ti
jamais me aparte
Que as
lágrimas
Presentes
Ao passado releguemos,
E que na
união perene de corpo,
Espírito
Coração
Em eternos
namorados nos tornêmos.