Reforce | Acompanhamento Pedagógico


sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Plano de Aula na Educação Infantil? Pra quê?

Uma breve reflexão sobre o Planejamento Escolar

O planejamento pedagógico deve ser encarado como uma etapa de extrema importância no desenvolvimento do trabalho educativo na educação infantil. É uma atitude crítica do educador diante de seu trabalho docente o que permite revisar, procurando sempre novos significados para sua prática pedagógica.

Dentro desse planejamento temos subdivisões. O planejamento cotidiano da prática, por exemplo, deve ser direcionando com o auxilio do calendário, buscando assim datas comemorativas como, por exemplo, carnaval, dia do índio, à páscoa entre outras. Nesse processo pode acontecer o desenvolvimento de atividades direcionadas, que fecham entre si.

No caso do planejamento baseado em aspectos do desenvolvimento, é necessário que aja uma preocupação em determinar objetivos a partir de atividades que estimulem as crianças em áreas específicas, consideradas importantes, como o desenvolvimento afetivo estimulando a criatividade e motivação. O desenvolvimento afetivo é muito importante, e as atividades baseadas em Artes Plásticas, Música, Dramatizações e Histórias. O professor ao planejar seu dia a dia deve deixar claro quais atividades deve propor.

Também é possível utilizar o “tema” como o gerador de atividades, ou seja, planejamento baseado em temas- integrador, gerador, centros de interesse, unidades de experiência. Nesse tipo de planejamento, o trabalho é organizado com base em temas escolhidos pelo professor, sugeridos pelas crianças ou por situações particulares significativas. Escolher o tema é o primeiro passo, depois é necessário prever atividades que poderiam ser desenvolvidas com base nesse tema delimitado.

E por fim, o planejamento baseado em conteúdos organizados por áreas de conhecimento, que são a língua portuguesa, matemática, ciências sociais e ciências naturais. Nesse planejamento a intenção é favorecer a ampliação de tais áreas, articulando-as.

O planejamento no espaço da educação infantil, precisa entrar na relação do aluno, buscando o desenvolvimento, construindo a identidade de grupo junto com as crianças. É essencialmente linguagem, formas de expressão e leitura do mundo, formulando assim, perguntas e ajudando a conviver com a dúvida.

 Lembre-se professor, o foco do seu planejamento (por incrível que pareça) não é você, é o seu aluno. Tudo deve girar em torno do aluno. 


quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Escritores da Minha Vida: Friedrich Nietzsche

Boa noite J
Desde o início de agosto venho postando textos de autores que eu particularmente gosto muito.

Para fechar com chave de ouro as publicações desse mês (e sim, eu sei que hoje não é segunda-feira, mas não poderia deixar esse texto de fora), o texto de hoje é Do Amigo, escrito por Nietzsche e você pode encontrar no livro Assim falava Zaratustra, obra memorável do autor e um dos meus livros preferidos.

Queria deixar registrado esse texto, pois traduz um pouco os dias que tenho vivido.

Espero que gostem tanto quanto eu.

Ótima leitura!

P.S: Mulheres, não liguem para os adjetivos cruéis que Nietzsche usa para se referir a nós. É mal de amor!

(***)


DO AMIGO

 “Um só me assedia sempre excessivamente (assim pensa o solitário). Um sempre acaba por fazer dois!”

 “Eu e Mim estão sempre em conversações incessantes. Como se poderia suportar isto se não houvesse um amigo?

 Para o solitário o amigo é sempre o terceiro; o terceiro é a válvula que impede a conservação dos outros dois de se abismarem nas profundidades.

 Ai! Existem demasiadas profundidades para todos os solitários. Por isso aspiram a um amigo e à sua altura.

 A nossa fé nos outros revela aquilo que desejaríamos crer em nós mesmos. O nosso desejo de um amigo é o nosso delator.

 E freqüentemente, como a amizade, apenas se quer saltar por cima da inveja. E freqüentemente atacamos e criamos inimigos para

ocultar que nós mesmos somos atacáveis.

 “Sê ao menos meu inimigo!” — Assim, fala o verdadeiro respeito, o que se não atreve a solicitar a amizade.

 Se se quiser ter um amigo, é preciso também guerrear por ele; e para guerrear é mister poder ser inimigo.

 É preciso honrar no amigo o inimigo. Podes aproximar-te do teu amigo sem passar para o seu bando?

 No amigo deve ver-se o melhor inimigo. Deves ser a glória do teu amigo, entregares-te a ele tal qual és? 

Pois é por isso que te manda para o demônio!

 O que se não recata, escandaliza. “Deveis temer a mudez! Sim; se fosseis deuses, então poderíeis envergonhar-vos dos vossos vestidos”.

 Nunca te adornarás demais para o teu amigo, porque deves ser para ele uma seta e também um anelo para o Super-homem.

 Já viste dormir o teu amigo para saberes como és? Qual é, então, a cara do teu amigo? É a tua própria cara num espelho tosco e imperfeito.

 Já viste dormir o teu amigo? Não te assombrou o seu aspecto? Ó! meu amigo; o homem deve ser superado!

 O amigo deve ser mestre na adivinhação e no silêncio: não deves querer ver tudo. O teu sono deve revelar-te o que faz o teu amigo durante a vigília.

 Seja a tua compaixão uma adivinhação: é mister que, primeiro que tudo, saibas se o teu amigo quer compaixão.

 Talvez em ti lhe agradem os olhos altivos e a contemplação da eternidade.

 Oculte-se a compaixão com o amigo sob uma rude certeza.

 Serás tu para o teu amigo ar puro e soledade, pão e medicina? Há quem não possa desatar as suas próprias cadeias, e todavia seja salvador do amigo.

 És escravo? Então não podes ser amigo.

 És tirano? Então não podes ter amigos.

 Há demasiado tempo que se ocultavam na mulher um escravo e um tirano. Por isso a mulher ainda não é capaz de amizade; apenas conhece o amor.

 No amor da mulher há injustiça e cegueira para tudo quanto não ama. E mesmo o amor, reflexo da mulher, oculta sempre, a par da luz, a surpresa, o raio da noite.

 A mulher ainda não é capaz de amizade: as mulheres continuam sendo gatas e pássaros. Ou, melhor, vacas.

 A mulher ainda não é capaz de amizade. Mas dizei-me vós homens: qual de vós outros é, porventura, capaz de amizade?

 Ai, homens! que pobreza e avareza a da vossa alma! Quando vós outros dais a vossos amigos eu quero dar também aos meus inimigos sem me tornar mais pobre por isso. 

 Haja camaradagem. Haja amizade.”

 Assim falava Zaratustra.




Referência Bibliográfica:

Assim falava Zaratustra - Friedrich Nietzsche 

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Escritores da Minha Vida: Ferreira Gullar

Bom dia!!!

Peço perdão pelo atraso na publicação, mas o tempo está correndo muito ligeiro nos últimos dias. 

Eu tinha preparado um texto escrito por Nietzsche para compartilhar com vocês, mas fui surpreendida hoje com um poema escrito por Ferreira Gullar que circulava nas redes sociais e não resisti.

Por esse motivo, excepcionalmente hoje não vou postar um texto de algum autor que eu tenha costume de ler e que arranca suspiros de mim, mas vou publicar o texto Traduzir-se de Ferreira Gullar.

Quando eu li esse poema, fiquei sem palavras. Me vi em cada estrofe. Me vi sendo desvendada por alguém que eu não conheço e isso foi magnifico pra mim.

Confesso que não conheço muito sobre o autor e nem sobre suas produções. Vou me informar melhor e  trazer mais poemas escritos por ele para compartilhar com vocês no blog.

Sem mais delongas, vamos à leitura!

(***)


TRADUZIR-SE

Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir-se uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?



Referência Bibliográfica:

http://www.revista.agulha.nom.br/gula.html

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Escritores Da Minha Vida: Humberto Gessinger


O texto de hoje, vem direto das ondas de um gaúcho que a muito tempo tem meu respeito e admiração.

Não apenas por ser um ótimo cronista, mas muito mais por suas músicas que me conquistaram desde a primeira vez que ouvi.

Humberto Gessinger, líder, compositor, e músico multiuso dos Engenheiros do Hawaii, teve em muitos postes do Alucinações seu espaço, onde por diversas vezes pude compartilhar com vocês sua biografia em breves palavras e textos / músicas escritas e executadas por ele.

Como nesse mês estaremos abordando textos e não músicas, escolhi o texto "A força do silêncio", ou como ele mesmo escreveu: "A f(*)rça d(*) silênci(*) - 72".

Aprendi, ouvindo suas músicas e lendo seus livros que o silêncio é uma ótima saída e deve ser sempre utilizado. E como sou uma admiradora sem tamanho do silêncio, seja ele qual for, escolhi esse texto como inspiração pra vocês.

Como sempre, posso ler esse textos por diversas vezes, mas sempre vai me tocar de formas diferentes.

Então, sem mais delongas vamos ao texto... "os de fé".

(***)

A f(*)rça d(*) silênci(*) - 72

Se um gaúcho te disser "'qualquer coisa, prende o grito", pode chamá-lo se precisar de algo. É este o sentido da frase para nós. O contrário do grito preso na garganta que Chico Buarque canta em Cálice. Cale-se, só que não. Soltar o verbo. É este  o espirito de "prender o grito" para gaúchos.

(*)

Gritar, desabafar, é bom. Até certo ponto - como tudo na vida. Como sempre na vida, é difícil saber onde - raios! - fica este ponto de equilíbrio.

Gritar, desabafar, pode ter o efeito contrário: pode aumentar a pedra no caminho (ou no sapato) que gera a angústia que precisa desabafo. Tipo aqueles dias muito quentes ou frios demais em que todo mundo que encontramos reclama do calor do cão e do frio de rachar. E cada comentário só faz realimentar o desconforto da temperatura extrema.

Há situações em que talvez seja melhor engolir o grito. Com água quente e erva mate.

(*)

O silêncio de quem tem algo a dizer é igual ao de quem não tem? Como saber se, visto (ou melhor: ouvido - ou melhor ainda: não ouvido) de fora, todo silêncio é igual?

(*)

4'33" é uma peça (uma música? um happening?) do compositor vanguardista John Cage. Composta originalmente para qualquer instrumento, geralmente é interpretada ao piano. Não sei se cabe usar o termo "tocada" pois, na peça, o músico deve ficar exatos 4 minutos e 33 segundos ao instrumento sem tocar nenhuma nota.

Radicalizando a noção de que o silêncio faz parte da música, em 4'33" Cage colocou o silêncio no comando para que os ruídos, sempre existentes, sejam a música. Longe de ser um solo de nada, é um mix de tudo, de qualquer coisa....

... um achado! Dizem que ser genial é ver o óbvio antes dos outros. Se não fosse Cage, alguém, em algum momento, certamente teria esta ideia. Como toda peça "de vanguarda", "experimental" (termos sempre inexatos), ela se presta a muita especulação e picaretagem.

Frequentemente, este tipo de manifestação artística conceitual faz mais sentido em páginas de livros e trabalhos acadêmicos do que em salas de concerto, museus e no dia a dia. Mas sempre que penso no silêncio, 4'33" me vem à mente...

... será que qualquer um pode "executá-la" tão bem quanto um grande pianista? Todo silêncio é igual?


Referência Bibliográfica: 
http://blogessinger.blogspot.com.br/2012/10/a-frca-d-silenci-72.html

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Escritores Da Minha Vida: Vinícius de Moraes

Como combinado, no mês de agosto estarei postando textos de autores que eu gosto muito. Peço desculpas pois o texto da semana chega com alguns dias de atraso. 

O autor da semana é Vinícius de Moraes e sua bibliografia já foi publicada por mim aqui no blog em comemoração ao seu centenário.

Escolhi o Soneto de Fidelidade, muito conhecido, mas que se torna novo para mim cada vez que eu o leio.

Vamos então à leitura!

(***)


Soneto de Fidelidade
Vinicius de Moraes

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.



Referência Bibliográfica:  

Vinicius de Moraes, Antologia Poética, Editora do Autor, Rio de Janeiro, 1960, pág. 96.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Escritores Da Minha Vida: Fabrício Carpinejar

Vou iniciar esse mês no blog, uma série com texto dos meus autores favoritos, entre eles poetas, cronistas e filósofos. 

Durante o mês de Agosto, toda segunda-feira, publicarei um novo texto de autores diferentes.

O texto de hoje é do Fabrício Carpinejar.

Conheci as obras de Carpinejar a pouco tempo e desde então, acompanho tudo o que posso, no que se refere as suas obras.

O texto de hoje "Todo o amor do mundo em mim", reflete muito sobre mim e não poderia deixar de compartilhar.

Espero que esse texto do Carpinejar acalente o coração de quem lê!

Grande abraço!

(***)

TODO O AMOR DO MUNDO EM MIM

Fabrício Carpinejar

Amo duas vezes: sendo e falando. Tenho o costume de explicar meu gosto. Não direi "eu sou assim, azar dos outros". Não sou ninguém sem os outros. O inferno é eu comigo.

Amo acordar de madrugada e ficar com a impressão de que aproveitei o trabalho. Já anoiteço cedo.

Amo quando posso me emocionar com os próprios textos.

Amo quando ninguém entende como consegui fazer tantas atividades em tão pouco tempo.

Amo quando sou reconhecido por um sacrifício.

Amo fazer loucuras por quem amo como se fosse simples.

Amo sexo de manhã, que não foi planejado.

Amo quando minha carência não é repreendida, mas vista como engraçada.

Amo passear pelo meu bairro com chimarrão e me acomodar nos degraus de sol dos parques.

Amo virar o shopping pelo avesso experimentando roupas.

Amo o raciocínio poético e as comparações mágicas.

Amo a gargalhada vizinha do choro e da tosse.

Amo ouvir de meus pais as façanhas da infância.

Amo dizer oi sempre que chego num ambiente, mesmo que seja o enésimo oi. No fundo, amo chegar.

Amo massa recheada e pizza. Ao terminar uma refeição, quando realmente gosto, lamento que comi demais.

Amo suspirar. O suspiro é o elevador da alma.

Amo ser recebido no restaurante pelo nome e sentar na mesma mesa.

Amo repetir histórias com ênfase diferente. A invenção é meu esquecimento.

Amo brechós e antiguidades. Sou aficionado por objetos antigos como gramofone, telefone de parede e máquinas de escrever. Já comprei cartão-ponto de uma empresa do início do século passado.

Amo raspar brigadeiro em panela e comer pipoca no cinema.

Amo colocar os livros por ordem alfabética e esconder objetos atrás de meus autores prediletos.

Amo selecionar papéis de carta, canetas coloridas e pastas.

Amo o humor direto dos palhaços e dos filmes mudos de Chaplin e Buster Keaton.

Amo quando encontro gente carinhosa que me faça parecer discreto.

Amo declarações escandalosas na rua, como gritos e corridas para abraços.

Amo comitiva familiar no aeroporto.

Amo organizar meu armário quando adquiro uma outra peça.

Amo estender a roupa em varal aproximando cores.

Amo dormir de conchinha e de pés dados - é se manter conectado durante os sonhos.

Amo dizer eu te amo em toda ligação para a mulher.

Amo a saudade dos minutos mais do que a saudade de dias.

Amo quem não economiza beijo na boca e não é avarento no amor, pois é triste beijar com vontade só na transa.

Amo ler bilhetes românticos de apoio e incentivo na cozinha.

Amo voltar do trabalho e ser surpreendido com a janta pronta. Comemoro abrindo um vinho.

Amo dar presentes e acertar o tamanho e a preferência.

Amo assistir meu time no estádio e falar de futebol por horas a fio com meu filho Vicente.

Amo as perguntas filosóficas de minha filha Mariana.

Amo telefonar para os meus amigos para rir à toa.

Amo quando sou reconhecido pelos leitores, amo quando vejo que sou ainda desconhecido para mim.

Amo a bebedeira devagar do churrasco, emendando a tarde com a noite.

Amo explicar poesia e pintura, citar autores, chamar algum livro esquisito do fundo da memória.

Amo discutir política com preconceituosos, só para provocá-los e descobrir até onde vão com suas teorias reacionárias.

Amo sorvete com cobertura de chocolate na praia.

Amo o barulho do balanço. Estudei ao lado de uma praça, e o esticar das correntes era a vida me chamando.

Amo ler o jornal logo cedo, e depois comentar as manchetes com quem está acordando.

Amo escutar notícias enquanto dirijo.

Amo comer massa chinesa em caixinha, eu me sinto estrangeiro no sofá.

Amo passear por museus e fingir seriedade. O museu é a igreja do meu silêncio.

Amo dançar sem me importar como danço.

Amo cartões na hora de mandar flores. O que me interessa é o buquê das palavras.

Amo lustrar sapatos antes de sair.

Amo ganhar missões e tarefas difíceis.

Amo oferecer o ombro e o peito para o descanso da esposa.

Amo atravessar calçadas com tapetes florido do flamboyant.

Amo os relâmpagos riscando o céu mais do que a chuva nas calhas.

Amo parar em belvedere na estrada para admirar as curvas dos rios. Amo montanha verde, que usa cinto de água.

Amo quando eu me atrapalho e sou perdoado.

Amo quando sou decifrado e não preciso mentir.

Amo quando a verdade é dita com esperança, sem grosseria e julgamento.

Amo ser a pessoa mais importante de alguém.

Amo, no fim, três vezes: sendo, falando e escrevendo.

E, por amor, se precisar, sempre me transformo.



Fonte:

http://carpinejar.blogspot.com.br/