(Apenas uma pincelada no assunto e desabafo pessoal)
O trabalho é visto como uma
característica essencialmente humana, ou seja, é através do trabalho que o
homem se realiza e modifica a natureza. O objetivo do trabalho é a própria
matéria pelo qual se dá o trabalho. Sendo assim, o trabalho pedagógico, dentro
de uma visão capitalista, acontece da seguinte forma: a aula se torna a
mercadoria e o aluno o objeto de trabalho. Nessa visão podemos analisar as diferenças
que existem na educação privada e na educação pública.
A educação privada dá subsídios
para o capital. A lucratividade está sempre em destaque, e o que realmente
importa é o lucro financeiro que os alunos oferecem à escola, sendo que a
educação pública é considerada improdutiva, pois é o próprio estado, através
dos impostos que financia o processo educacional. Não quero com essa afirmação dizer que a educação privada não é importante no processo educacional, em absoluto, faço apenas uma
leitura sobre o que “geralmente” ocorre.
No trabalho pedagógico o
professor pensa e executa o seu próprio trabalho, assim a produção e o consumo
acontecem simultaneamente. Lembrando que o trabalho pedagógico não é tangível,
ou seja, ele não é concreto e se modifica a cada momento. Além disso, não é
material, pois se fosse, tornaria mercadoria.
É pela natureza do trabalho que o
professor avança, atingindo assim, um nível de consciência e de prática
política que se relacionam com os interesses de quem utiliza o seu trabalho.
P.S: Algo me incomoda profundamente dentro e fora das escolas, quando o assunto é o profissional da Educação Básica, é o fato deste profissional ser chamado de "tio" ou "tia". Considero um desrespeito sem igual. Desrespeito com o professor e com a educação. Ainda mais triste, é quando o profissional se sujeita a esse tratamento. (Pronto, desabafei!)