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domingo, 9 de fevereiro de 2014

O que os outros irão pensar?


É muito comum nos preocuparmos com as construções previamente impostas sobre nós e de nós sobre os outros. Podemos incluir pré-conceitos sobre quem somos o que escolhemos e assim nos adaptamos a ótica do outro e aceitamos o que a sociedade nos impõe.

É certo afirmar que as diferenças que existem entre homens e mulheres são uma construção social e cultural, que foram produzidas a partir de discursos e não são biológicas. Podemos estender essa afirmação em relação às diferenças étnicas e de gênero.

Á medida que vamos nos socializando e assim construindo nossa própria visão de mundo, percebemos que essa vem carregada de preconceito histórico cultural e sempre aquilo que o outro pensa e fala se torna precípuo para nós e da mesma forma de nós para o outro.

É importante compreender que o mundo em que vivemos está em constante transformação, mesmo a passos lentos, e nossa mudança interna e até mesmo externa se dá através dos conceitos que vamos construindo ao longo do tempo.

Não se pode olhar para o outro sem desconsiderar, portanto, toda carga histórico social que ele carrega e desenvolve através de seus atos. Cada um é como é por um motivo, por uma escolha e à medida que conseguimos conviver com as escolhas de cada um o mundo se torna um lugar “habitável”.

Como professora entendo que a escola deveria ser o lugar que possibilita o sujeito a identificar-se no mundo e diante de si mesmo perceber o outro e as escolhas de cada um, quem somos e o que temos em comum ou não. 

Deveria ser o lugar onde discussões sobre gênero, cultura, religião, política e demais áreas, fosse propagada de forma crítica, sem a intenção de influenciar, mas mediada para construção do conhecimento próprio e do respeito mútuo e nem sempre os estabelecimentos de ensino possibilitam o sujeito a agir criticamente diante de questionamentos advindos de sua própria natureza e de suas construções. 


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