É
muito comum nos preocuparmos com as construções previamente impostas sobre nós
e de nós sobre os outros. Podemos incluir pré-conceitos sobre quem somos o que
escolhemos e assim nos adaptamos a ótica do outro e aceitamos o que a sociedade
nos impõe.
É
certo afirmar que as diferenças que existem entre homens e mulheres são uma
construção social e cultural, que foram produzidas a partir de discursos e não
são biológicas. Podemos estender essa afirmação em relação às diferenças
étnicas e de gênero.
Á
medida que vamos nos socializando e assim construindo nossa própria visão de
mundo, percebemos que essa vem carregada de preconceito histórico cultural e
sempre aquilo que o outro pensa e fala se torna precípuo para nós e da mesma
forma de nós para o outro.
É
importante compreender que o mundo em que vivemos está em constante
transformação, mesmo a passos lentos, e nossa mudança interna e até mesmo
externa se dá através dos conceitos que vamos construindo ao longo do tempo.
Não
se pode olhar para o outro sem desconsiderar, portanto, toda carga histórico
social que ele carrega e desenvolve através de seus atos. Cada um é como é por
um motivo, por uma escolha e à medida que conseguimos conviver com as escolhas
de cada um o mundo se torna um lugar “habitável”.
Como professora entendo que a escola deveria ser o lugar que possibilita o sujeito a identificar-se no mundo
e diante de si mesmo perceber o outro e as escolhas de cada um, quem somos e o
que temos em comum ou não.
Deveria ser o lugar onde discussões sobre gênero,
cultura, religião, política e demais áreas, fosse propagada de forma crítica,
sem a intenção de influenciar, mas mediada para construção do conhecimento próprio e do
respeito mútuo e nem sempre os estabelecimentos de ensino possibilitam o
sujeito a agir criticamente diante de questionamentos advindos de sua própria
natureza e de suas construções.
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