Vou abrir um espaço no blog, para um desabafo que não é apenas de um estudante (e amigo), mas de toda uma universidade. Lutamos pelo que acreditamos e sabemos que não há força capaz de enfrentar (e calar) uma ideia!
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Há
exatos 50 dias, uma assembleia geral realizada por alunos, servidores técnicos
e professores da Universidade Estadual de Goiás – UEG – decidiram num ato
democrático a adesão ao movimento grevista. Obviamente estar em greve e não ir
à luta por melhorias de nada vale. Essas três categorias da Universidade juntas
realizam, de leste à oeste do Estado de Goiás atos que visam dar visibilidade a
real conjuntura da UEG em seus multi campi (42 ao total).
O
que nos impressiona de fato é o total descaso evidenciado pela Reitoria e
Governo vigente quanto à UEG, que nem se quer atende ao mínimo do que deveria,
impossibilitando assim o retorno de suas atividades. Ontem, 14 de junho, um
fato ocorreu, e ganhou repercussão na mídia goiana. Num ato de entrega de
escrituras de terrenos urbanos na cidade de Anápolis (GO), estudantes,
professores e alunos da UEG, estavam no local para demonstrar tamanha
insatisfação política e de governo, foram ditas palavras de ordem e expressa
opiniões políticas e de insatisfação com o governo, ato de meros cidadãos
goianos que buscam com a greve melhorias para a Universidade.
O
que deveria ser liberdade de expressão tornou-se a mais clara manifestação de
opressão e coronelismo já imposta sobre aqueles que compõem um movimento
conhecido como MOBILIZA UEG. Policiais militares e civis, num ato de violência
arrastaram pelo menos dois estudantes da UEG, dos cursos de Arquitetura e
Geografia, como se eles estivessem armados ou cometido um crime brutal contra
alguém que ali se fazia presente.
É
impressionante como é o funcionalismo público em Goiás, que sá no Brasil.
Estudantes buscam melhorias e não são vândalos, pessoas que saem da sua zona de
conforto em busca de qualquer reivindicação são no mínimo coerentes com sua
posição enquanto ser pensante e cidadão. Esses aparelhos de estado que buscam
nos reprimir só nos trazem força para que lutemos cada dia mais. Meu intuito
maior neste momento é mostrar para quem trabalham esses crápulas que se
intitulam Policiais. É fácil agredir ou arrastar alguém portando arma de fogo,
difícil é dar o peito ou rosto à tapa, quando se luta por uma ideologia. Meu
nome é Gustavo Henrique Mendonça, tenho 21 anos, sou Graduando do curso de
Licenciatura em Geografia pela Universidade Estadual de Goiás – campus Anápolis
/ UnUCSEH.
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| Gustavo Henrique |

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