Bom dia!!!
Peço perdão pelo atraso na publicação, mas o tempo está correndo muito ligeiro nos últimos dias.
Eu tinha preparado um texto escrito por Nietzsche para compartilhar com vocês, mas fui surpreendida hoje com um poema escrito por Ferreira Gullar que circulava nas redes sociais e não resisti.
Por esse motivo, excepcionalmente hoje não vou postar um texto de algum autor que eu tenha costume de ler e que arranca suspiros de mim, mas vou publicar o texto Traduzir-se de Ferreira Gullar.
Quando eu li esse poema, fiquei sem palavras. Me vi em cada estrofe. Me vi sendo desvendada por alguém que eu não conheço e isso foi magnifico pra mim.
Confesso que não conheço muito sobre o autor e nem sobre suas produções. Vou me informar melhor e trazer mais poemas escritos por ele para compartilhar com vocês no blog.
Sem mais delongas, vamos à leitura!
(***)
TRADUZIR-SE
Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.
Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.
Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.
Traduzir-se uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?
Referência Bibliográfica:
http://www.revista.agulha.nom.br/gula.html

Só conhecia pelo nome, mas nunca tinha lido nada dele. Depois do post fiquei curioso e fui procurar e não é que gostei!? Taí... aceito livros dele de presente depois do casamento rsrs
ResponderExcluirLindo né?! Eu também gostei demais e estou disponível pra receber livros dele.
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