O fim do ano se aproxima e mais
uma vez planos e projetos permeiam meus pensamentos, porém dessa vez algo
mudou: não tenho plano algum.
Durante muito tempo tive por meta
os mesmos planos e adivinha? Não deram certo! Não me sinto frustrada por isso,
percebo apenas que é hora de mudar a estratégia para consegui-los e pra ser
sincera eu não sei o que fazer.
Paradoxal? Não, não é! Apenas não
sei o que fazer e isso é um alívio. Pela primeira vez, após tantos anos, não
sei o que planejar para o próximo ano (emprego, amizades, bens materiais, um amor) e tenho a oportunidade de andar por novos caminhos e simplesmente
esquecer as regras que eu própria estabeleci pra mim.
Frio na barriga? Inevitável!
Paz de espírito? Fundamental!
E assim, sigo em frente como o
vento que ninguém sabe de onde vem e nem pra onde vai.
Sobre as regras, eu
simplesmente não as quero mais. O julgo que eu carregava por estar perto dos 30
anos e ainda não ter conquistado certas coisas, não está mais sobre meus ombros. Anulei o calendário, o relógio... O
tempo!
Viver um dia de cada vez foi o
que de melhor aprendi neste ano. Tentar não me apavorar pelo que não foi, pelo
que não veio, pelo que ficou, foi o que me deu força pra enfrentar todos os
dias, as minhas lutas.
E neste momento onde não consigo
planejar nada, o silêncio (velho amigo) me faz companhia. O silêncio pode pesar uma tonelada, mas também pode ter a leveza de uma
pena. Depende mais de você do que do outro. Sentir com inteligência, pensar com
emoção.
Um dia de cada vez!
Sem pressa e pra sempre!

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