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segunda-feira, 27 de maio de 2013

Greve da UEG


Em greve há um mês, a Universidade Estadual de Goiás (UEG) enfrenta a maior greve de sua história, com 14 unidades paralisadas e a união entre professores, alunos e funcionários administrativos. Entre as reivindicações podemos citar as mais urgentes:

   1- Aprovação da reformulação do Plano de Cargos e Vencimentos dos professores (Lei nº 13.842/2001), conforme pré-projeto encaminhado à V. Exa. pelo magnífico Reitor da UEG. Execução: imediata.

2- Construção de Restaurantes Universitários em todas as unidades, iniciando pelas que funcionam durante mais de um turno diário. Execução: imediata com conclusão em 2013.

3- Construção de moradias estudantis. Execução: imediata com conclusão em 2013.

4- Reforma, ampliação e construção da infraestrutura das unidades, conforme as necessidades apresentadas. Execução: imediata com conclusão em 2013.

As unidades da UEG sofrem atualmente com sucateamento em sua estrutura sendo que uma das unidades (UnUCSEH – Anápolis), tem um pedido de interdição pois seu prédio está condenado, prédio este que nunca recebeu uma reforma desde sua construção em 1960. Além disso, os alunos também sofrem com a falta de professores, e com essa falta os alunos foram obrigados a unirem turmas o que prejudica o processo de aprendizagem em sua essência.

Imagem retirada do blog Mobiliza UEG

Diante dessa realidade de total descaso com a educação, o movimento grevista tem ido à luta para oferecer condições humanas para o ensino-aprendizagem de seus alunos e professores, porém o que encontraram até o exato momento foi um silêncio ensurdecedor por parte do governador do estado, Marconi Perillo, que em nota na sua página oficial no facebook tem declarado que os alunos da UEG devem migrar para o ensino privado já que a restauração do ensino na UEG não acontecerá. Além disso, o reitor da Universidade Haroldo Reimer, tem fechado os olhos para a real situação das unidades da UEG o que traz aos envolvidos com a greve um desconforto muito grande.

Em Assembleia, o movimento grevista afirma que a UEG só voltará as suas atividades quando suas reivindicações forem ouvidas. É valido lembrar que nesta última semana o governo lançou  uma propaganda onde mostra os avanços da educação no Estado de Goiás e nós professores e alunos repudiamos está iniciativa do governo pois não tem sido transparente com a população goiana. 

Convidamos você, caro leitor, a se unir conosco nessa luta pois não lutamos apenas por uma universidade de qualidade, mas lutamos para que a Educação em nosso Estado seja de fato a prioridade. E assim, continuaremos a lutar pelo nosso direito de ter ensino gratuito de qualidade.

Gustavo Mendonça, estudante de Geografia
Daviane Neves e Alessandra Santos, estudantes de Pedagogia


Fontes:


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