Me lembro do dia que cheguei na Universidade, tímida, de poucas palavras, me sentia não muito inteligente. Os dois primeiros anos, foram anos de desconstrução.
Desconstruir discursos impostos, pensamentos de senso comum. Me foi apresentado um mundo injusto com o menos favorecido e cruel com aqueles que se propõem em fazer algo por quem é marginalizado.
Tive uma formação crítica no que diz respeito a cidadania. Crítica em não reproduzir discursos e comportamento determinados por uma minoria hegemônica. Crítica em fornecer aos marginalizados pela sociedade, bases que consolidem seu reposicionamento na sociedade, como cidadãos que são.
Agradeço aos meus professores por me moldar, por me oferecer um caminho onde mesmo com as dificuldades, preciso me posicionar e fazer minha voz ouvida.
A universidade não me ofereceu apenas uma formação, mas abriu meus olhos para a minha própria alienação, me dando a oportunidade de me libertar dessa opressão que tenta calar a voz e aceitar com abnegação o que me é imposto.
Hoje, um dia após minha colação de grau, além do profundo sentimento de gratidão que sinto e a enorme saudade dos amigos, professores e da própria Universidade Estadual de Goiás, sinto o peso da responsabilidade com a formação de outras pessoas. Meu diploma veio salientar a minha responsabilidade com a sociedade e formação crítica do cidadão.
Assim como jurei ontem, que eu faça a diferença é não aceite a realidade sem antes lutar por novas condições.
UEG, até breve!


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