Como me tornei
professora? Pergunta simples que merecia uma resposta simples. Eu disse bem,
merecia!
Mas antes, vamos a uma
pequena apresentação. Me chamo Daviane Neves, filha de Davi e Jane, irmã de
Daniel, 26, goiana do pé rachado (não literalmente), apaixonada por música, livros e açaí. Sou
insular, e constantemente tento me esconder das pessoas, porém raramente
consigo. Sou o que muitos dizem...
Rascunho!
E lá se vai mais uma
folha, mais um rascunho nesta minha jornada em tentar – inutilmente, eu sei –
mostrar quem eu sou. Não que eu queira que me conheçam, mas às vezes me apresentar
cordialmente faz bem.
Inicialmente amava a
escolha que fiz, apesar de ter sido meio no susto (escolha definida no ato da
inscrição do vestibular), porém hoje sei: FOI A MELHOR ESCOLHA QUE FIZ. Ser professora de crianças e me dedicar à educação
básica me parecia algo muito importante e nobre. Ainda acredito que seja, mas
algo mudou.
Não vejo a profissão
que escolhi com os mesmos olhos, com o mesmo amor e romantismo. Vejo muito mais
como uma responsabilidade e obrigação, pois amor não paga a conta do cartão no
fim do mês. O amor não precisa ouvir desaforo de quem acha que sou uma babá com
diploma. Ser professora é muito mais que amor ou dom, é uma questão de honra
mesmo. Vou até o final.
Saber que existe ainda
um caminho a minha frente e que entre onde estou e meu destino existe uma ponte
a ser construída, me gera certo desconforto. Não posso simplesmente ignorar o
fato de que sou pedagoga por uma escolha minha e que por isso preciso me
preparar pra isso e construir a ponte. Como diria a música do Humberto
Gessinger (alma e voz dos Engenheiros do Hawaii): “quem constrói a ponte, não
conhece o lado de lá”. Quanta aflição pode existir em um professor em formação!
Cá estou eu pensando,
pensando e pensando, mas lá no fundo é isso mesmo: sou um rascunho. Obra prima
inacabada. Arrisco dizer que sou inválida em certos momentos. Isso pode nunca
ter fim, um ciclo vicioso. Serei sempre um rascunho, um rabisco, que se não
estiver legal o autor vai lá, amassa o papel e joga fora, pega outra folha e
começa tudo de novo.
Pra ser sincera, até
gosto de ser assim. Por muito tempo desejei ser perfeita em tudo
(principalmente na minha profissão). Perfeita para todos. Lá no fundo, sou e
sempre serei um rabisco. Cansei de procurar a perfeição em mim mesma, mas
também cansei de ver pessoas buscarem em mim tal perfeição.
Sinceramente, duvido de
quem se declara perfeito. Os considero “Boçais
da Educação”, pura hipocrisia. Não
há professor perfeito. Não há ninguém perfeito. Eu não sou perfeita! Como diria
Nietzsche: “demasiado humano”. Rascunho!
Serei um rascunho!
Decidi. Daqueles que se você percebe que tem alguma coisa que não está legal,
vai lá e modifica, risca, reescreve, joga fora, começa tudo de novo, mas vai se
aprimorando. Sem pressa e pra sempre!
Cada dia é um novo
desafio, e uma nova conquista. Graduação, Pós, Mestrado, Doutorado. E eu nem
sei onde isso vai parar. Na verdade, nem sei onde eu vou parar. Por mais que
não encare a educação e minha escolha por ela com idealismo, não consigo –
simplesmente – deixar de desejar todos os títulos que posso ter através dela.
Mas eu sei, serei sempre um rascunho, mesmo que chegue ao Pós-Doutorado.
Não espero um gran finale. Espero apenas que este
rascunho que vos escreve, não pire e nem se iluda em ser um Best Sellers,
desses que existem por aí. No fundo, são todos rascunhos!
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| Primeira experiência - Professora auxiliar no 1º ano (alfabetização) - 2010 a 2012 |
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| Atual experiência- Professora de Língua Portuguesa no 9º (ensino fundamental 2) e 1º ano (ensino médio)- 2013 |
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| Atual experiência- Professora de Língua Portuguesa no 9º (ensino fundamental 2) e 1º ano (ensino médio)- 2013 |
P.S.: Quero agradecer em especial aos meus professores que me ensinaram a ser professora e a ter um olhar clínico e seletivo sobre a educação no Brasil. A vocês minha gratidão!
Enfim...
FELIZ DIA DOS PROFESSORES!



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